Ciclista de Carlos Barbosa cruza o Equador e chega ao topo do Planeta

A aventura, iniciou no dia 22 de dezembro e encerrou no dia 31

06/01/2026 às 15:28

Escrito por: Benito Rosa Site Conceito

Dalcin percorreu 1.083 quilômetros em nove dias consecutivos de pedal, partindo da capital Quito e chegando a Guayaquil

Rafael Dalcin
Rafael Dalcin

 


Expedição percorreu 1.083 quilômetros sobre duas rodas e altitudes acima de 5 mil metros
O que para muitos parece impossível, para Rafael Dalcin virou realidade sobre duas rodas. O ciclista de Carlos Barbosa concluiu, na virada do ano, uma das expedições mais desafiadoras de sua trajetória: atravessar o Equador de norte a sul pedalando pela chamada ‘Avenida dos Vulcões’, rota que corta a Cordilheira dos Andes e passa por alguns dos vulcões mais altos e ativos do planeta.
A aventura, iniciada no dia 22 de dezembro e encerrada no dia 31, marcou a 7ª edição do Cicloturismo DalcinTur e levou Dalcin a percorrer 1.083 quilômetros em nove dias consecutivos de pedal, partindo da capital Quito e chegando a Guayaquil, a maior cidade equatoriana. O roteiro incluiu subidas extenuantes, variações bruscas de clima e altitudes superiores a 5 mil metros.
Logo na primeira etapa, o ciclista encarou o Vulcão Cotopaxi, um dos vulcões ativos mais altos do mundo, alcançando 4.632 metros de altitude. A combinação de ar rarefeito e estrada de chão em condições precárias transformou a escalada em uma das mais difíceis da expedição. Em alguns trechos, Dalcin precisou empurrar a bicicleta para vencer as rampas íngremes.
Nos dias seguintes, o trajeto seguiu por locais emblemáticos como a cratera do Quilotoa, a cidade de Baños %u2014 aos pés do Vulcão Tungurahua %u2014 e, finalmente, o grande objetivo da viagem: o Chimborazo. Com 6.263 metros acima do nível do mar, o Chimborazo é considerado o ponto mais distante do centro da Terra, superando até mesmo o Everest devido ao formato achatado do planeta. Foi ali que Dalcin viveu um dos momentos mais marcantes da jornada. Ele pedalou até 4.852 metros, o ponto final da estrada, e depois seguiu caminhando até a Laguna Condor Cocha, a 5.100 metros de altitude. ‘Um dos momentos mais emocionantes que já tive sobre duas rodas’, resumiu o ciclista, ao registrar a experiência nas redes sociais.
A expedição também teve forte componente cultural e histórico. Pelo caminho, Dalcin passou por cidades como Riobamba, Alausí e Cuenca, visitou a Igreja de Balbanera %u2014 considerada a primeira do Equador, fundada em 1534 %u2014, percorreu trechos da antiga ferrovia do Nariz del Diablo, um dos trajetos ferroviários mais desafiadores do mundo, e conheceu sítios arqueológicos incas, como os Baños del Inca.
A última etapa, entre Cuenca e Guayaquil, foi a mais longa: 202 quilômetros em um único dia, selando o fim de uma travessia que exigiu resistência física, preparo mental e planejamento extremo. Ao concluir a jornada, Dalcin destacou a receptividade do povo equatoriano e a grandiosidade do país como marcas inesquecíveis da experiência.
Com o Equador, Rafael Dalcin soma agora sete países da América do Sul percorridos em expedições de cicloturismo. Mais do que números, a viagem consolida o projeto DalcinTur como uma iniciativa que une esporte, superação pessoal e conexão profunda com a geografia e a cultura do continente.

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